domingo, novembro 13, 2005
ANA estuda vazão do rio Amazonas
Fonte: ANA
A partir de segunda-feira (14/11) e durante quinze dias, uma equipe de técnicos da Agência Nacional de Águas – ANA - estará em alguns pontos estratégicos do rio Amazonas para verificar a vazão rio, isto é, o volume de água escoado, quantidade de sedimentos e também para estudar as alterações no nível da água neste período do ano.
O diretor da ANA, Bruno Pagnocchescchi, acompanha a equipe na primeira parte dos trabalhos. O estudo faz parte do projeto Hidrologia da Bacia Amazônica – HIBAM – um trabalho científico internacional que envolve pesquisadores e técnicos do Brasil, Equador, Bolívia e França para estudar a hidrologia e a geoquímica da Bacia Amazônica. Os trabalhos tiveram início em 1994 e, periodicamente, a equipe vai a campo para coletar dados. Segundo estimativas deste de pesquisadores, uma parte do volume de sedimentos gerados na bacia ficam acumulados ao longo do rio e não escoam até a foz.
As áreas de várzeas foram escolhidas para centralizar a coleta de material no trabalho do grupo. “Precisamos entender a interação do rio Amazonas com as várzeas para, com estes dados, conseguir traçar as diferentes alterações do rio durante o ano ” afirma Eurides Oliveira, da Agência Nacional de Águas. Ele explica que as várzeas, áreas de grande concentração de água e de sedimentos, têm sido os locais mais afetados pelas secas, como esta que ocorreu recentemente na região amazônica.
Os técnicos começam a campanha justamente nas proximidades cidade de Manacapuru, distante 6 horas de barco de Manaus, onde a ANA tem uma estação hidrométrica. Seguem pelo Amazonas até Parintins, Obidos e Santarém. Em todo o percurso o barco estará equipado para centralizar os estudos e os técnicos vão coletar amostras de sedimentos, realizar medições de vazão e verificar os níveis do rio em pontos e estações onde já existem e réguas para verificar o nível da água, parte do trabalho da Superintendência de Informações Hidrológicas da ANA.
Em parceria com o grupo de pesquisadores franceses, a ANA estará também testando uma nova metodologia, chamada de altimetria espacial, que permite o monitoramento das vazões com a ajuda de satélites. “altimetria espacial vem sendo aplicada nos mares há dois anos. A vantagem de utilizá-la na Amazônia é porque os rios são largos e a técnica tem se mostrado bastante útil. Vamos testar esta metodoloiga para uma pesquisa que estamos desenvolvendo visando calcular vazões também a partir de dados de satélites,” explica Naziano Pantoja Filizola, da Universidade do Amazonas, um dos pesquisadores do grupo.
Segundo Naziano, outro tópico que será trabalhado durante a campanha é o estudo do uso da tecnologia Doppler para calcular fluxos de matéria em suspensão no rio Solimões, buscando facilitar o trabalho e torná-lo possível, praticamente em tempo real. Ele informa que também pretende conhecer melhor como se dá o transporte de matéria sólida em suspensão nas águas do Solimões/Amazonas, já que os sedimentos são importantes carreadores de substâncias tóxicas ou não, além de nos permitir criar um método para, com mais facilidade, monitorar a evolução dos processos de erosão e sedimentação em grande escala na bacia Amazônica
A bacia Amazônica, com aproximadamente 6.100.000 km² é a maior bacia hidrográfica do planeta. De dimensões continentais esta bacia está situada na zona inter-tropical, recebendo precipitações médias anuais de 2.460mm. A descarga líquida média é estimada em 209.000m³/s. O aporte médio de sólidos em suspensão e do Rio Amazonas ao Oceano é estimado em cerca de 600 milhões de toneladas por ano.
A partir de segunda-feira (14/11) e durante quinze dias, uma equipe de técnicos da Agência Nacional de Águas – ANA - estará em alguns pontos estratégicos do rio Amazonas para verificar a vazão rio, isto é, o volume de água escoado, quantidade de sedimentos e também para estudar as alterações no nível da água neste período do ano.
O diretor da ANA, Bruno Pagnocchescchi, acompanha a equipe na primeira parte dos trabalhos. O estudo faz parte do projeto Hidrologia da Bacia Amazônica – HIBAM – um trabalho científico internacional que envolve pesquisadores e técnicos do Brasil, Equador, Bolívia e França para estudar a hidrologia e a geoquímica da Bacia Amazônica. Os trabalhos tiveram início em 1994 e, periodicamente, a equipe vai a campo para coletar dados. Segundo estimativas deste de pesquisadores, uma parte do volume de sedimentos gerados na bacia ficam acumulados ao longo do rio e não escoam até a foz.
As áreas de várzeas foram escolhidas para centralizar a coleta de material no trabalho do grupo. “Precisamos entender a interação do rio Amazonas com as várzeas para, com estes dados, conseguir traçar as diferentes alterações do rio durante o ano ” afirma Eurides Oliveira, da Agência Nacional de Águas. Ele explica que as várzeas, áreas de grande concentração de água e de sedimentos, têm sido os locais mais afetados pelas secas, como esta que ocorreu recentemente na região amazônica.
Os técnicos começam a campanha justamente nas proximidades cidade de Manacapuru, distante 6 horas de barco de Manaus, onde a ANA tem uma estação hidrométrica. Seguem pelo Amazonas até Parintins, Obidos e Santarém. Em todo o percurso o barco estará equipado para centralizar os estudos e os técnicos vão coletar amostras de sedimentos, realizar medições de vazão e verificar os níveis do rio em pontos e estações onde já existem e réguas para verificar o nível da água, parte do trabalho da Superintendência de Informações Hidrológicas da ANA.
Em parceria com o grupo de pesquisadores franceses, a ANA estará também testando uma nova metodologia, chamada de altimetria espacial, que permite o monitoramento das vazões com a ajuda de satélites. “altimetria espacial vem sendo aplicada nos mares há dois anos. A vantagem de utilizá-la na Amazônia é porque os rios são largos e a técnica tem se mostrado bastante útil. Vamos testar esta metodoloiga para uma pesquisa que estamos desenvolvendo visando calcular vazões também a partir de dados de satélites,” explica Naziano Pantoja Filizola, da Universidade do Amazonas, um dos pesquisadores do grupo.
Segundo Naziano, outro tópico que será trabalhado durante a campanha é o estudo do uso da tecnologia Doppler para calcular fluxos de matéria em suspensão no rio Solimões, buscando facilitar o trabalho e torná-lo possível, praticamente em tempo real. Ele informa que também pretende conhecer melhor como se dá o transporte de matéria sólida em suspensão nas águas do Solimões/Amazonas, já que os sedimentos são importantes carreadores de substâncias tóxicas ou não, além de nos permitir criar um método para, com mais facilidade, monitorar a evolução dos processos de erosão e sedimentação em grande escala na bacia Amazônica
A bacia Amazônica, com aproximadamente 6.100.000 km² é a maior bacia hidrográfica do planeta. De dimensões continentais esta bacia está situada na zona inter-tropical, recebendo precipitações médias anuais de 2.460mm. A descarga líquida média é estimada em 209.000m³/s. O aporte médio de sólidos em suspensão e do Rio Amazonas ao Oceano é estimado em cerca de 600 milhões de toneladas por ano.

