segunda-feira, novembro 07, 2005
Água
Das várias notícias sobre a água, uma delas passa muito longe do senso comum. A visita do presidente norte-americano George W. Bush aqui no Brasil e seu interesse da inclusão brasileira na ALCA pode ter um interesse geo-político silencioso: o da água.
Base militar americana no Paraguai já existe. Próximos do Aquífero Guarani os americanos já estão. Querem a Amazônia como patrimônio da humanidade. Há nos bastidores do mercado de helicópteros militares um boicote aos de maior autonomia de vôo para que, exatamente nisso, o Brasil não tenha como fazer a vigilância adequada de suas áreas preciosas e de dimensão continental. Assim, a soberania do país agoniza. Contra a força bélica dos países com uma política de dominação global, daqui a alguns anos, ficará muito difícil de competir e controlar.
Nem falemos da questão da educação sócio-ambiental que deveria prever os estudos do impacto do desperdício de água potável. Infelizmente, há pessoas lavando fachadas e prédios e varrendo o chão com o esguiço da água das mangueiras. Regar plantas nem se fala. Horas e horas molhando plantas. Não há estudos desse tipo de impacto que mostrem a todos como ser mais racional na vida diária. Não falamos nem das descargas sanitárias que desperdiçam em sua grande esmagadora maioria tanta água que a cada descarga, uma família do sertão nordestino com 8 pessoas se priva de água para um dia de uso. A média lá é de 20 litros de uso geral por dia para família. Nem falemos dos 70% de água que vão para a agricultura.
Se o assunto no âmbito micro não tem peso, é dificil acreditar no âmbito macro nacional. Os mandatários da nação não farão frente ao apelo que o uso da água impõe. Pelo menos não se vê tratamento de choque nesse setor. Ainda há tempo para negociações. Sem pessimismos, parece estar próximo do dia em que veremos conflitos pela água brasileira. Greve de fome pela água de rios, ou de sua transposição, já presenciamos.
Base militar americana no Paraguai já existe. Próximos do Aquífero Guarani os americanos já estão. Querem a Amazônia como patrimônio da humanidade. Há nos bastidores do mercado de helicópteros militares um boicote aos de maior autonomia de vôo para que, exatamente nisso, o Brasil não tenha como fazer a vigilância adequada de suas áreas preciosas e de dimensão continental. Assim, a soberania do país agoniza. Contra a força bélica dos países com uma política de dominação global, daqui a alguns anos, ficará muito difícil de competir e controlar.
Nem falemos da questão da educação sócio-ambiental que deveria prever os estudos do impacto do desperdício de água potável. Infelizmente, há pessoas lavando fachadas e prédios e varrendo o chão com o esguiço da água das mangueiras. Regar plantas nem se fala. Horas e horas molhando plantas. Não há estudos desse tipo de impacto que mostrem a todos como ser mais racional na vida diária. Não falamos nem das descargas sanitárias que desperdiçam em sua grande esmagadora maioria tanta água que a cada descarga, uma família do sertão nordestino com 8 pessoas se priva de água para um dia de uso. A média lá é de 20 litros de uso geral por dia para família. Nem falemos dos 70% de água que vão para a agricultura.
Se o assunto no âmbito micro não tem peso, é dificil acreditar no âmbito macro nacional. Os mandatários da nação não farão frente ao apelo que o uso da água impõe. Pelo menos não se vê tratamento de choque nesse setor. Ainda há tempo para negociações. Sem pessimismos, parece estar próximo do dia em que veremos conflitos pela água brasileira. Greve de fome pela água de rios, ou de sua transposição, já presenciamos.

