sexta-feira, novembro 11, 2005
Receita inelegível
Estive procurando e achei. Apesar do tempo, em Ribeirão Preto (SP) foi feita uma campanha pelo Conselho Municipal do Idoso com o nome "Receita médica legível: obrigação do médico, direito do paciente". Desejo aqui junto a todos vocês leitores, buscar a soma dos esforços para tornar este assunto mais firme, mais claro e acessível. Parece que, como em muitos casos, caimos no esquecimento. Espero não esquecê-lo. Devo dizer que houve comigo um caso e me sinto na condição de fazer com que o assunto seja disseminado.
Por causa de uma palavra da receita que tive em mãos, não pude fazer a pesquisa telefônica de preços. Tive que esclarecer o nome da fórmula. A médica (hoje sexta-feira) não poderia atender e então somente na semana seguinte (quinta-feira) é que poderia contactá-la. Ou seja, não poderia tomar o medicamento. Não era fácil ler o que estava escrito. A secretária da médica também não conseguiu entender a letra. E mais. Na farmácia que solicitei o medicamento me disseram que se houver erro no pedido pagamos 50% do valor do medicamento que ficará inválido. Os outros 50% a farmácia assume. E o médico? O médico fica com 0% deste prejuízo.
Se a justificativa é que a formação médica influencia nestes casos, vai demorar muito o efeito deste tipo de campanha. Devemos estar municiados por uma visão cidadã, um instrumento coletivo de maturidade do exercício de acesso ao bem-estar dos outros. Isso acabrá revertendo para cada um de nós. A campanha continua. Vamos levar adiante esse assunto. Conto com vocês.
Por causa de uma palavra da receita que tive em mãos, não pude fazer a pesquisa telefônica de preços. Tive que esclarecer o nome da fórmula. A médica (hoje sexta-feira) não poderia atender e então somente na semana seguinte (quinta-feira) é que poderia contactá-la. Ou seja, não poderia tomar o medicamento. Não era fácil ler o que estava escrito. A secretária da médica também não conseguiu entender a letra. E mais. Na farmácia que solicitei o medicamento me disseram que se houver erro no pedido pagamos 50% do valor do medicamento que ficará inválido. Os outros 50% a farmácia assume. E o médico? O médico fica com 0% deste prejuízo.
Se a justificativa é que a formação médica influencia nestes casos, vai demorar muito o efeito deste tipo de campanha. Devemos estar municiados por uma visão cidadã, um instrumento coletivo de maturidade do exercício de acesso ao bem-estar dos outros. Isso acabrá revertendo para cada um de nós. A campanha continua. Vamos levar adiante esse assunto. Conto com vocês.

