terça-feira, novembro 08, 2005

 

"Tas o mais vivo da Roda"

A melhor cobertura da entrevista do presidente Lula no Roda Viva nesta segunda-feira, para mim, foi pelo blog do jornalista Ricardo Noblat. Vejam abaixo os que fizeram suas observações durante o programa. Mas mais abaixo, escolhi a pérola das pérolas no melhor comentário da noite. Ou seja, o mais "vivo da roda": Marcelo Tas.

Arthur Virgílio, senador, (PSDB-AM)
José Negreiros, jornalista
José Eduardo Cardozo, deputado federal, (PT-SP)
Ana Lopes, jornalista
Eduardo Suplicy, senador, (PT-SP)
Aparecida Torneros, jornalista e professora universitária
Roseli Fischmann, professora universitária
José Luiz, leitor do blog
Tânia Monteiro, jornalista
Luís Costa Pinto, jornalista e consultor de comunicação
Diego Escosteguy, jornalista
Cora Ronai, jornalista
Murillo de Aragão, cientista político
Maria Christina Mendes Caldeira, socialite paulista
André Noblat, jornalista e militante do PT
Luiz Alberto Weber, jornalista
José Carlos Aleluia, deputado, (PFL-BA)

Abaixo o comentário do Tas ao blog do Noblat.
"08/11/2005 Roda Viva - Por que a entrevista com Lula deu Xabú?
Por Marcelo Tas, jornalista:


Prezado Noblat,

Antes mesmo de começar, quando vi a chamada do Roda Viva, no intervalo comercial da TV Cultura, pressenti que o programa ia ser meia-boca, como está sendo até este quarto bloco.

Vi os ex-apresentadores do programa com um sorriso amarelo pendurado na boca ao lado do presidente dentro do escritório dele no Palácio.

Resolvi então enviar aqui para você e seus ilustres internautas, minha listinha dos sete erros: por que o Roda Viva com Lula deu xabú?

1- O programa foi gravado, sem participação ao vivo dos telespectadores.

2- Ao invés de ir até o estúdio da Cultura, o programa é que foi até a "casa do adversário": o Palácio do Planalto.

3- O áudio está sofrível, oco, cheio de ecos.

4- A iluminação está suave, morna, sem o recorte dramático e brilhante do estúdio.

5- Lula é sonso: ouve o que quer, responde o que lhe é conveniente. O presidente viaja na maionese sem ser importunado pelos entrevistadores. A maioria dos ilustres colegas participantes estão afastados do batente da prática da entrevista há alguma tempo.

6- Lula está numa cadeira alta, estofada de couro; os entrevistados em cadeirinhas baixas, desconfortáveis, equilibrando os papeizinhos em cima das pernas. Justamente o contrário da mise-en-scene do formato original. O entrevistado no fundo do poço, os entrevistados em cima, batendo pesado. É elementar.

7- Faltou o professor Pasquale, para cobrar os plurais sonegados pelo presidente.

Enviada por: Ricardo Noblat"

(Mais um comentário técnico. Trabalhei muito com video-tape. Uma péssima impressão é deixada quando gravamos, com câmera móvel, num ambiente fechado e os cabos elétricos ficam espalhados no chão. A desculpa é mais que aceitável. Mas no local, durante a entrevista, ficou fácil de ver que muitos cabos no chão precisavam, simplesmente, de uma mera fita adesiva. As câmeras estavam paradas. Não justificavam tantos cabos soltos no chão e dentro das suntuosas instalações palacianas. Pegou mal. Mas o Markun pode. Nem tudo é perfeito!)

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