quinta-feira, dezembro 01, 2005

 

AIDS e os preservativos

40 milhões de infectados no mundo.
Neste dia que se fala de luta mundial no combate da AIDS este blog quer tornar possível a reflexão e transparência de um aspecto inconteste. Técnica ou estatisticamente não há "defeito zero".

Mesmo com as certificações e normas técnicas que padronizam a fabricação. Destaco entre aspas (o termo defeito zero) pois se trata de jargão técnico de profissionais que atestam o nível de qualidade dos produtos em instituições credenciadas na sociedade.

Em se tratando de preservativos na Resolução RDC n.º 3, de 8 de janeiro de 2002 (Diário Oficial de 30/1/2002) dado pela ANVISA como parâmetro regulatório, no plano por amostragem menciona-se, por exemplo, um lote de 500 mil unidades que passam por um processo de análise. Podemos afirmar que não há defeito zero em tais unidades. Ou seja, um dos 500 mil analisados por amostragem que possa estar com defeito vai para o consumidor final. Significa dizer que este "um" poderá ser um potencial infectado.

Não está em questão afirmar a não veracidade dos dados fornecidos, nem o grau de profissionalismo, ou grau de avanço técnico nos processos de análises, muito menos, a questão da competência dos profissionais que afirmam ter graus precisos de aceitação dos produtos testados. O que fazemos aqui é refletir sobre um fato. O de que alguém, em algum lugar, será infectado. Este é o fato.

Destacamos trecho de nota à imprensa fornecida pelo INMETRO:

Visando a segurança do consumidor, os preservativos nacionais e importados são certificados após a aprovação do produto nos diversos ensaios, que seguem critérios internacionais e os requisitos estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, realizados em laboratórios acreditados pelo Inmetro. O modelo de preservativo que for reprovado sofrerá a imediata suspensão da licença para o uso da Marca de Conformidade e não poderá ser comercializado.

Ainda, periodicamente, o Inmetro realiza ensaios (como estouro, furos e integridade da embalagem), para verificar a conformidade do produto no mercado. Isso significa que além do produto ser certificado, o Inmetro verifica a manutenção da sua qualidade em relação aos critérios de certificação.

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