segunda-feira, dezembro 05, 2005

 

Atendimento

Em épocas de compras natalianas a máxima de que o cliente sempre tem razão está em alta. Segundo fonte do Instituto do Varejo, entidade ligada ao comércio varejista, este ano há o que se comemorar. Parece que depois de muito tempo o comerciante, mais especificamente, os donos dos estabelecimentos estão conscientes do papel do bom atendimento ao consumidor. Isso reflete em toda a organização e nas vendas.

O que não se afirma é de onde exatamente vem essa mudança de comportamento. A dedução indica que seja da possibilidade fácil de perda do cliente. A concorrência é grande e os preços estão todos na mesma faixa. As pessoas estão mais conscientes, ou diria, mais espertas e não é numa primeira conversa de vendedor que se compra. Inclusive, o vendendor de hoje está sempre sendo bobardeado com vários cursos de capacitação e aperfeiçoamento.

Por outro lado, não se pode dizer que não hajam problemas. Se há má fé, ela está dos dois lados do balcão. E de mais a mais, é sempre um número muito inexpressivo.

A lei que regulamenta e protege o consumidor não é omissa ou contrária ao comércio. Se o comerciante se sentir prejudicado pelas atitudes do cliente há também meios legais que podem ser acionados.

De ambos os lados pressupõe-se ética e sempre, civilizadamente, um acordo que atenda às duas necessidades de venda e de compra. Nem tudo é, necessariamente, resolvido à luz da lei.

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