quarta-feira, dezembro 07, 2005
Responsabilidade Social
Comentários por Cleber Carneiro Motta que é administrador e especialista em responsabilidade social
RESPONSABILIDADE SOCIAL - SINAIS E ALENTOS DA GLOBALIZAÇÃO
Como antes frisado, questões relacionadas à Responsabilidade Social são contingenciamentos diretos de temas ligados à Globalização e à Tecnologia.
Devido a complexidade, a complementaridade e a abrangência política, econômica e social que o tema impõe, é pertinente arrolar questões quanto ao processo de globalização, à internacionalização do comércio, a imigração, a violência e a droga, a democracia, a religião e a ecologia.
Em 1996, foi lançado o polêmico livro “A Armadilha da Globalização, pelos autores alemães Hans-Peter Martin, doutor em Direito, correspondente do jornal Der Spiegel desde 1986, e observador no encontro de lideranças mundiais em San Francisco/USA, em 1995, e Harald Schumann, engenheiro, optando pelo jornalismo e trabalha no citado jornal, desde 1986, decidiram elaborar um conjunto de relatórios e reportagens sobre o assunto, com um grau de detalhamento deveras pertinaz.
É característica imperiosa da globalização que empresas mais desenvolvidas, diante da instabilidade das relações comerciais e financeiras internacionais, da concorrência comercial, do apuramento de menores custos, tributário em particular, o que torna menor a soberania nacional, agora se instalam por poucos anos e, por isso, criam poucos postos de trabalho com achatamento de salários, tendo em vista que elas são vistas como um todo, a produção o mais economicamente possível e menos atribuições sociais, por não serem consideradas responsáveis por isso, até porque numa competição mundial as regras do jogo ainda não são tão claras, apenas cumpridoras de modo obediente das leis do mercado mundial.
No que se refere à internacionalização comercial e na movimentação das organizações, visando à instalação com gozo de benefícios fiscais, grandes exemplos são aqueles verdadeiros arranjos contábeis onde é demonstrada a minimização de prejuízos e a maximização de lucros, de forma bem urdida, ordeira e legal.
Quanto à imigração, é de conhecimento geral que a migração de estrangeiros para países desenvolvidos vem aumento significativamente questões sociais pelo uso de trabalhadores clandestinos e os que, instalados, se oferecem para qualquer tipo de trabalho, o que influencia diretamente o Estado em arcar as conseqüências. Causa preocupação é que radicais de direita surjam, politicamente, extremada. Como o tráfego migratório dá mostras de sinais crescentes, tanto na América como no continente europeu, o autoritarismo, como reação a um excesso de liberalismo, pode se propagar mundo afora.
É lógico que as chances de bom emprego e de formação profissional são muito escassas, ocasionando ascensão da insegurança em todos os meios, e a violência é uma possibilidade de lidar com o estresse e a luta competitiva. Afirma-se estar vindo a decadência da moral e da ética, chegando-se a ponto de qualquer delito venha representar uma forma de prazer rápido.
Outro aspecto circunstancial é o abismo entre ricos e pobres se aprofundando, onde os que ganham bem, ou muito bem, procuram discriminadamente, se manter a distância do povo que lhes parece cada vez mais agressivo e violento. Inclui-se, esses casos, fortes medidas de proteção tomadas pelos abastados, a despeito daquilo que lhe estão à olhos vistos, no cotidiano das cidades. Aliás, sob este aspecto, o Brasil serve de modelo pela desigualdade de classe, pela discriminação e pela desintegração de sociedade, em visível contradição ao cenário social brasileiro.
Tal qual ocorre com todo modelo estruturado e contínuo de organização que integra o poder do avanço econômico, é perfeitamente factível que instituições de crime organizado tirem vantagens da situação da economia, porque se é bom para ela, também é bom para criminalidade. No período de 1970 a 1990, cresceu 20 vezes o volume de vendas de heroína e 50 vezes o de cocaína. Além desses produtos, cigarros, armas, automóveis roubados e imigrantes ilegais disputam o mercado de drogas, como principal fonte de renda da economia clandestina. É, também, considerada a extorsão aos imigrantes, como forma de tráfico de escravos.
Diante desse quadro geral, é impossível estancar a infiltração de investidores criminosos nos setores legais da economia, por melhor que sejam as leis contra a lavagem do dinheiro. É o ramo que mais cresce no mundo.
Sob a ótica do Estado democrático, ele se manifesta quando eleitores sentem e sabem que contam os direitos e interesses de cada um, mantendo, assim, o equilíbrio social e restringindo a liberdade do indivíduo em beneficio do bem comum e dando condições à economia de mercado a liberdade empresarial para ela progredir, se assim quiser. Contudo, a atual situação do tecido social que mantém as sociedades unidas está muito esgarçada, colocando em risco a democracia e isso, face à condição de expansão do sistema, pode fazer surgir ações de controle e a figura do Estado autoritário, diante da impotência da política perante a economia.
Com toda relevância importante, caráter ideológico e primado de qualquer religião, seja protestante, católica, budista, fundamentalista e outras, o sentido da globalização acaba
convergindo, do ponto de vista histórico e cultural, os Estados na interconexão do processo de mercado livre, contribuindo na conduta e no comportamento da sociedade às condições e influências da ordem econômica.
No que tange à ecologia e sua ética, pelo envolvimento e abrangência planetária, é adequado que o contexto do assunto seja apreciado em artigos posteriores.
No entanto, espera-se que, num futuro de prazo mais curto, em razão da velocidade dos acontecimentos, a Responsabilidade Social seja, ou deva ser, compreendida como uma forma de "socialismo democrático", onde se estabeleça o equilíbrio e a harmonia, a primazia dos interesses da sociedade sobre os dos indivíduos e a substituição da livre-iniciativa pela ação coordenada da sociedade na produção e distribuição de bens e na repartição da renda.
RESPONSABILIDADE SOCIAL - SINAIS E ALENTOS DA GLOBALIZAÇÃO
Como antes frisado, questões relacionadas à Responsabilidade Social são contingenciamentos diretos de temas ligados à Globalização e à Tecnologia.
Devido a complexidade, a complementaridade e a abrangência política, econômica e social que o tema impõe, é pertinente arrolar questões quanto ao processo de globalização, à internacionalização do comércio, a imigração, a violência e a droga, a democracia, a religião e a ecologia.
Em 1996, foi lançado o polêmico livro “A Armadilha da Globalização, pelos autores alemães Hans-Peter Martin, doutor em Direito, correspondente do jornal Der Spiegel desde 1986, e observador no encontro de lideranças mundiais em San Francisco/USA, em 1995, e Harald Schumann, engenheiro, optando pelo jornalismo e trabalha no citado jornal, desde 1986, decidiram elaborar um conjunto de relatórios e reportagens sobre o assunto, com um grau de detalhamento deveras pertinaz.
É característica imperiosa da globalização que empresas mais desenvolvidas, diante da instabilidade das relações comerciais e financeiras internacionais, da concorrência comercial, do apuramento de menores custos, tributário em particular, o que torna menor a soberania nacional, agora se instalam por poucos anos e, por isso, criam poucos postos de trabalho com achatamento de salários, tendo em vista que elas são vistas como um todo, a produção o mais economicamente possível e menos atribuições sociais, por não serem consideradas responsáveis por isso, até porque numa competição mundial as regras do jogo ainda não são tão claras, apenas cumpridoras de modo obediente das leis do mercado mundial.
No que se refere à internacionalização comercial e na movimentação das organizações, visando à instalação com gozo de benefícios fiscais, grandes exemplos são aqueles verdadeiros arranjos contábeis onde é demonstrada a minimização de prejuízos e a maximização de lucros, de forma bem urdida, ordeira e legal.
Quanto à imigração, é de conhecimento geral que a migração de estrangeiros para países desenvolvidos vem aumento significativamente questões sociais pelo uso de trabalhadores clandestinos e os que, instalados, se oferecem para qualquer tipo de trabalho, o que influencia diretamente o Estado em arcar as conseqüências. Causa preocupação é que radicais de direita surjam, politicamente, extremada. Como o tráfego migratório dá mostras de sinais crescentes, tanto na América como no continente europeu, o autoritarismo, como reação a um excesso de liberalismo, pode se propagar mundo afora.
É lógico que as chances de bom emprego e de formação profissional são muito escassas, ocasionando ascensão da insegurança em todos os meios, e a violência é uma possibilidade de lidar com o estresse e a luta competitiva. Afirma-se estar vindo a decadência da moral e da ética, chegando-se a ponto de qualquer delito venha representar uma forma de prazer rápido.
Outro aspecto circunstancial é o abismo entre ricos e pobres se aprofundando, onde os que ganham bem, ou muito bem, procuram discriminadamente, se manter a distância do povo que lhes parece cada vez mais agressivo e violento. Inclui-se, esses casos, fortes medidas de proteção tomadas pelos abastados, a despeito daquilo que lhe estão à olhos vistos, no cotidiano das cidades. Aliás, sob este aspecto, o Brasil serve de modelo pela desigualdade de classe, pela discriminação e pela desintegração de sociedade, em visível contradição ao cenário social brasileiro.
Tal qual ocorre com todo modelo estruturado e contínuo de organização que integra o poder do avanço econômico, é perfeitamente factível que instituições de crime organizado tirem vantagens da situação da economia, porque se é bom para ela, também é bom para criminalidade. No período de 1970 a 1990, cresceu 20 vezes o volume de vendas de heroína e 50 vezes o de cocaína. Além desses produtos, cigarros, armas, automóveis roubados e imigrantes ilegais disputam o mercado de drogas, como principal fonte de renda da economia clandestina. É, também, considerada a extorsão aos imigrantes, como forma de tráfico de escravos.
Diante desse quadro geral, é impossível estancar a infiltração de investidores criminosos nos setores legais da economia, por melhor que sejam as leis contra a lavagem do dinheiro. É o ramo que mais cresce no mundo.
Sob a ótica do Estado democrático, ele se manifesta quando eleitores sentem e sabem que contam os direitos e interesses de cada um, mantendo, assim, o equilíbrio social e restringindo a liberdade do indivíduo em beneficio do bem comum e dando condições à economia de mercado a liberdade empresarial para ela progredir, se assim quiser. Contudo, a atual situação do tecido social que mantém as sociedades unidas está muito esgarçada, colocando em risco a democracia e isso, face à condição de expansão do sistema, pode fazer surgir ações de controle e a figura do Estado autoritário, diante da impotência da política perante a economia.
Com toda relevância importante, caráter ideológico e primado de qualquer religião, seja protestante, católica, budista, fundamentalista e outras, o sentido da globalização acaba
convergindo, do ponto de vista histórico e cultural, os Estados na interconexão do processo de mercado livre, contribuindo na conduta e no comportamento da sociedade às condições e influências da ordem econômica.
No que tange à ecologia e sua ética, pelo envolvimento e abrangência planetária, é adequado que o contexto do assunto seja apreciado em artigos posteriores.
No entanto, espera-se que, num futuro de prazo mais curto, em razão da velocidade dos acontecimentos, a Responsabilidade Social seja, ou deva ser, compreendida como uma forma de "socialismo democrático", onde se estabeleça o equilíbrio e a harmonia, a primazia dos interesses da sociedade sobre os dos indivíduos e a substituição da livre-iniciativa pela ação coordenada da sociedade na produção e distribuição de bens e na repartição da renda.
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Será que o futuro nos reserva um papel que o Homem nunca representou até hoje, o de justo? Eu espero que sim, pois como diria Paulo Freire, "para que algo aconteça, é pressuposto que se acredite nele".
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