quarta-feira, dezembro 28, 2005

 

Responsabilidade Social

Comentários por Cleber Carneiro Motta - administrador e especialista em responsabilidade social

RESPONSABILIDADE SOCIAL: A QUALIDADE E O CLIENTE

Inicialmente, a palavra Qualidade, mencionada no artigo “Qualidade, Tecnologia e Globalização, de 27 de novembro passado, é considerada imprescindível em todos os contextos empresariais, numa escala de valores, que permite avaliar, aprovar, aceitar ou recusar qualquer coisa que faça ou realize que se caracteriza pela satisfação do cliente.

De fato, no plano universal das empresas ou das organizações, o assunto se tornou mais evidente, particularmente associada à produtividade, competitividade e certificados de excelência, como forma de demonstrar e atingir desempenhos ambientais, econômicos e sociais (Triple Botton Line - TBL) adequados para garantir e estimular o desenvolvimento sustentável que supram necessidade do presente sem comprometer a capacidade de suprimento de gerações futuras. Ainda no contexto das organizações, convém indicar aqueles diretamente ligados às partes interessadas - stakeholders - enquadradas como internas e/ou externas, que variam conforme a natureza da organização.

Para os stakeholders externos, a palavra Cliente contempla, de modo etimológico, nas línguas latinas, origem de clens, clientis, significando vassalo, protegido de alguém, de um senhor detentor do poder. A posteriori, surge o clientelismo e, identificado à qualidade, como conjunto da sociedade. Acrescenta-se que cliente pode, também, ser entendido como algo interno porque, no processo de produção, há o fornecedor e, na seqüência, o cliente posterior.

Assim, o significado é ampliado de forma a transcender o de mero consumidor porque, visto pela globalização, o mundo inteiro é percebido como uma verdadeira clientela. Com isto, no escopo das empresas, cliente é entendido como aquele externo (freguês), aquele interno (empregado) e aquele intermediário (fornecedor e outros), seguindo o princípio da meta que é a felicidade do cliente.

Com tudo isto, não se pode afirmar que empresas sustentam tal princípio e garantam a eficácia e a eficiência, mas dar continuidade ao processo instalado e aculturado na política da organização, como um de seus compromissos dos níveis e funções, em especial a administração superior, para cumprir objetivos, metas e programas, considerando condições legais, tecnológicas, financeiras, operacionais, comerciais, meios sociais e culturais de sua abrangência, das partes interessadas nas atividades desenvolvidas e nos impactos decorrentes.

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