terça-feira, dezembro 13, 2005
Sobre a AIDS
Pela reportagem da jornalista Yelena Kokurina no Moscow News dá para se ver a situação difícil do crescimento da AIDS entre os russos. Lá o tratamento é possível somente para uma pessoa a cada dez que necessitam de medicamentos e acompanhamento.
Por ocasião do Dia Mundial de Prevenção da AIDS, diz a jornalista que os especialistas, os soro-positivos, pesquisadores por novas vacinas se reuniram numa mesa-redonda organizada pelo Centro Internacional de Tecnologia e Ciência e a agência Inform-Scienci para discutir o assunto. Os cientistas sabiam que era apenas a 'ponta do iceberg'. A situação é pior que em Uganda.
O diretor do Centro Federal de Pesquisas Científicas Vadim Pokrovsky acredita que as informações oficiais dão conta de pelo menos o triplo de casos do que se noticia.
Já o professor Igor Sidorovich que é líder do Instituto de Imunologia HIV/AIDS deu um exemplo dizendo que apesar do número de infectados ser de um milhão ficou estável, não havendo aumento. Já Uganda era de 25% e diminuiu para 7%. Na Rússia o aumento é dramático, sendo as maiores causas de infecção por aplicação intra-venosa e por transmissão sexual.
"Eu sei que a companhia que fabrica o AZT produz o Nikovir e que o Ministro da Saúde comprou, mas não se sabe o volume" afirmou o cientista Georgy Galegov e outros pesquisadores que produziram o Nikovik.
Segundo o apurado pela Kokurina, para os russos, AIDS é pior do que a peste: As pessoas podem se recuperar da peste e desenvolver imunidade, portanto a vacinação tradicional é possível. No caso do HIV/AIDS, no entanto, é necessário um enfoque diferente. Uma vacina contra HIV/AIDS ainda pode ser produzida. No entanto, há muita esperança focada no tratamento.
(Colaboração: Ricardo Mariotto)
Por ocasião do Dia Mundial de Prevenção da AIDS, diz a jornalista que os especialistas, os soro-positivos, pesquisadores por novas vacinas se reuniram numa mesa-redonda organizada pelo Centro Internacional de Tecnologia e Ciência e a agência Inform-Scienci para discutir o assunto. Os cientistas sabiam que era apenas a 'ponta do iceberg'. A situação é pior que em Uganda.
O diretor do Centro Federal de Pesquisas Científicas Vadim Pokrovsky acredita que as informações oficiais dão conta de pelo menos o triplo de casos do que se noticia.
Já o professor Igor Sidorovich que é líder do Instituto de Imunologia HIV/AIDS deu um exemplo dizendo que apesar do número de infectados ser de um milhão ficou estável, não havendo aumento. Já Uganda era de 25% e diminuiu para 7%. Na Rússia o aumento é dramático, sendo as maiores causas de infecção por aplicação intra-venosa e por transmissão sexual.
"Eu sei que a companhia que fabrica o AZT produz o Nikovir e que o Ministro da Saúde comprou, mas não se sabe o volume" afirmou o cientista Georgy Galegov e outros pesquisadores que produziram o Nikovik.
Segundo o apurado pela Kokurina, para os russos, AIDS é pior do que a peste: As pessoas podem se recuperar da peste e desenvolver imunidade, portanto a vacinação tradicional é possível. No caso do HIV/AIDS, no entanto, é necessário um enfoque diferente. Uma vacina contra HIV/AIDS ainda pode ser produzida. No entanto, há muita esperança focada no tratamento.
(Colaboração: Ricardo Mariotto)

