quinta-feira, janeiro 05, 2006
Responsabilidade Social
Comentários por Cleber Carneiro Motta - administrador e especialista em responsabilidade social
PRÁTICAS EMPRESARIAIS DESFOCAM A RESPONSABILIDADE SOCIAL
Diante do cenário sócio-político-econômico mundial que se configurou após o fecho da 2ª Guerra Mundial e os efeitos dela decorrentes, como a Guerra Fria, a Guerra do Vietnam, o fim do sistema comunista, a derrubada do Muro de Berlim e tantos outros conflitos mundiais que poderiam causar a quase destruição do homem pelo homem, a exploração e a extorsão na degradação do meio-ambiente do planeta por atos e fatos econômicos provocados, bem como a prática excludente do neoliberalismo na competição e na concorrência veiculada à globalização, à desestatização ou à privatização, o quase desmoronamento do Estado, subjugado de forma "aética" no mercado diante dos negócios transnacionais, pelo crescimento e prática da tecnologia, são fatores irrevogáveis e inexoráveis no início do século XXI.
A contento, a racionalidade humana deu e dá sinais de que é preciso não ser avestruz, isto é, reagir e não fingir em meter a "cara no buraco", não saber o que corre à volta e não perceber que ser centrado e egoístico também lhe causa a morte, deixando o outro à míngua que precisa do alimento para existir.
A partir disso e de outras razões, o contexto das organizações e das sociedades não-governamentais se deu conta de que lhes cabia o desempenho de ações sociais. Grosso modo, isto pode ser interpretado como o Capital "dando brecha" ao Social.
Com isso, parte do capital financeiro e de ações empresariais está se deslocando para o prisma social do homem, tanto o sentido do empregado pelo salário e benefícios, tanto o perfil, comprometimento e responsabilidade que produz, além dos mais próximos e relacionados diretos com a organização nas atividades que empreende.
Desta forma, hoje se percebe que as organizações estão propensas a se mostrarem mais abertas e flexíveis, contribuindo na melhoria das condições e qualidade de vida dos que, direta ou indiretamente, são abrangidos por este modo diferente de organização voltada às questões sociais. Porém, o jornal O GLOBO, de 18/12/2005, o Código de Defesa do Consumidor (CDC), do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), mostrou exemplos de consumidores que querem ser ouvidos e tentam todos os canais para isso, porque afinal nada os deixam mais frustrados que não receber resposta sobre suas reclamações, tanto é que, de abril a novembro de 2005, 1.007 cartas (6,5%) ficaram sem respostas, do total de 15.472 reclamações enviadas para 2.019 empresas. Independente do porte, perfil nacional ou transnacional, empresas fornecedores tenham estrutura para prestar serviço e produtos de qualidade, porque não ouvir o cliente é ferir o CDC, princípio constitucional que o cidadão pode requerer um esclarecimento e tem o direito de receber uma resposta. Ainda há o que fazer!
PRÁTICAS EMPRESARIAIS DESFOCAM A RESPONSABILIDADE SOCIAL
Diante do cenário sócio-político-econômico mundial que se configurou após o fecho da 2ª Guerra Mundial e os efeitos dela decorrentes, como a Guerra Fria, a Guerra do Vietnam, o fim do sistema comunista, a derrubada do Muro de Berlim e tantos outros conflitos mundiais que poderiam causar a quase destruição do homem pelo homem, a exploração e a extorsão na degradação do meio-ambiente do planeta por atos e fatos econômicos provocados, bem como a prática excludente do neoliberalismo na competição e na concorrência veiculada à globalização, à desestatização ou à privatização, o quase desmoronamento do Estado, subjugado de forma "aética" no mercado diante dos negócios transnacionais, pelo crescimento e prática da tecnologia, são fatores irrevogáveis e inexoráveis no início do século XXI.
A contento, a racionalidade humana deu e dá sinais de que é preciso não ser avestruz, isto é, reagir e não fingir em meter a "cara no buraco", não saber o que corre à volta e não perceber que ser centrado e egoístico também lhe causa a morte, deixando o outro à míngua que precisa do alimento para existir.
A partir disso e de outras razões, o contexto das organizações e das sociedades não-governamentais se deu conta de que lhes cabia o desempenho de ações sociais. Grosso modo, isto pode ser interpretado como o Capital "dando brecha" ao Social.
Com isso, parte do capital financeiro e de ações empresariais está se deslocando para o prisma social do homem, tanto o sentido do empregado pelo salário e benefícios, tanto o perfil, comprometimento e responsabilidade que produz, além dos mais próximos e relacionados diretos com a organização nas atividades que empreende.
Desta forma, hoje se percebe que as organizações estão propensas a se mostrarem mais abertas e flexíveis, contribuindo na melhoria das condições e qualidade de vida dos que, direta ou indiretamente, são abrangidos por este modo diferente de organização voltada às questões sociais. Porém, o jornal O GLOBO, de 18/12/2005, o Código de Defesa do Consumidor (CDC), do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), mostrou exemplos de consumidores que querem ser ouvidos e tentam todos os canais para isso, porque afinal nada os deixam mais frustrados que não receber resposta sobre suas reclamações, tanto é que, de abril a novembro de 2005, 1.007 cartas (6,5%) ficaram sem respostas, do total de 15.472 reclamações enviadas para 2.019 empresas. Independente do porte, perfil nacional ou transnacional, empresas fornecedores tenham estrutura para prestar serviço e produtos de qualidade, porque não ouvir o cliente é ferir o CDC, princípio constitucional que o cidadão pode requerer um esclarecimento e tem o direito de receber uma resposta. Ainda há o que fazer!

