quarta-feira, janeiro 18, 2006

 

Responsabilidade Social

Comentários por Cleber Carneiro Motta - administrador e especialista em responsabilidade social

PRESERVAÇÃO E DESTRUIÇÃO AMBIENTAL

Um principal sentido de vida do planeta é o homem preservar toda a sorte de recursos que ele precisa e que, para isso, deve obedecer três exigências econômicas enecessidades inter-relacionadas:
a) suprir bens de consumo e serviços requeridos sob parâmetros maduros e conscientes de sociedade;
b) assegurar que essa produção, uso e consumo não exerçam efeitos adversos ao bem-estar público em geral;
c) assegurar que medidas predatórias não afetem adversamente vidas e o bem-estar de gerações futuras.

Independente do que resulte, o importante é a referência comum do efeito sobre o meio ambiente. Com tudo isso, é inegável a capacidade da economia moderna de produzir o que o consumidor deseja e necessita, o que, por conseguinte, faz emergir problemas ambientais sobre a saúde, o conforto e o bem-estar da comunidade como um todo, o que poderá acarretar no futuro esgotamento dos recursos naturais ainda abundantes.

Manifestações quanto à poluição do ar e da água, problema da remoção de lixo, perigo à saúde provocada por produtos e serviços distribuídos e a poluição visual da paisagem urbana e rural pela intromissão de atividades de produção e de venda, são cada vez mais freqüentes na modernidade.

A toda hora, em jornais, revistas e instrumentos de mídia, vê-se casos como denúncia de degradação ecológica, depósitos de lixo orgânico e inorgânico e entulhos em aterros clandestinos, com proprietários desrespeitando embargos e permitindo despejos irregulares, onde cada um lava sua própria mão, isentando-se pelo ato ocorrido, isto é, o dono da terra e produtor do lixo se eximem, irresponsavelmente, do assunto, passando ao outro ente público - o encargo, com a noção de que um passa ao outro o que lhe foi empurrado.

Tal qual este singelo informe, em qualquer informativo oficial, público ou privado, o cidadão toma conhecimento do paulatino processo destrutivo da riqueza natural do planeta. Mas, o fato é que as inúmeras e diversas causas por essa destruição sistemática seus efeitos são muitos e de prazos longos.

A ação coletiva da cidadania deve ser fortemente encorajada, porque preocupações ambientais estão inerentes ao conflito com a força motivadora da economia de mercado, que é o retorno imediato e previsível à empresa produtora do dano causado, mesmo considerando que o Estado é o principal instrumento de proteção dos interesses ambientais presentes e de prazo longo.

A indústria é, sobejamente, uma das que mais contribui para causar danos ecológicos, haja vista a poluição do ar com a queima de combustível em automóveis. Além desse setor, percebe-se o fornecimento de força e luz por empresa de eletricidade, através de remoção do refugo de combustível; a engenharia de construção na destruição progressiva de florestas, ameaçando animais, pássaros e outras espécies; usufruto desmedido de áreas arborizadas e outras ações e efeitos correlacionados são exemplos que o homem, através de todos os meios e argumentos possíveis, está partindo para sua racionalidade autodestrutiva.

Mesmo assim, a sociedade é consciente de não negar a existência do conflito da razão econômica e dos efeitos ambientais. O interesse de proteção ao clima e o bem-estar futuro estão na comunidade maior que, sob apoio da ação de governo e da regulamentação, poderá fazer para o mundo ser melhor.

O equilíbrio público requer a existência dos que defenda, eficaz e convincentemente, a preservação ambiental hoje e em longo prazo.

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